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Mostrando postagens de agosto, 2015

Efeitos da Lavagem Cerebral

Eis o que é feito no processo de lavagem cerebral: Divinização de valores fúteis Distorção das palavras atribuindo-lhes os valores futilizados. Chame muitas vezes de "bom" aquilo que interessa e ele será visto como "bom", mesmo que não seja. Assim como chamar de "ruim" algo que não seja, fá-lo-á ruim na visão dos pobres de espírito. É assim que a mais valia passa a ser justa, é assim que o produto do seu trabalho nunca foi nem será seu, mas você continuará achando o processo ótimo e viverá abraçado à própria doença. E assim a exploração e acumulação brilha como o elemento impulsionador da evolução econômica, tanto que quando tenta-se impor a justiça social, os donos do capital mostram seu lado negro, e aqueles que viveram abraçados à doença sentem-se ofendidos pela afronta feita aos seus donos, e compram a briga para si, na defesa da imbecilidade máxima: acreditam estar lutando pela suposta vida excelente que levam, mas defendem seus próprios ventr...

Humanidade

Herdeiro dos deuses se acha, mas rechaça os da própria especie, e pensa que merece tudo que lhe apetece. De tamanha pequenez se faz, que lhe apraz a dor, dos seus pares, dos seus males. Veloz ou lentamente, não importa, deseja apenas que soframos, desde o início, a derrota.

O Príncipe - Maquiavel

Nesta obra, feita como presente para o poder atual daquela época, no intuito de cair nas graças dos governantes e retornar ao seu cargo público, Maquiavel propõe uma análise histórica sobre os principados e suas causas de sucesso e derrota. Em sua maioria os sucessos dependeram do comportamento e ações do príncipe, e é sobre estas que ele mais discorre. Maquiavel expõe o poder do soberano como advindo da sua própria capacidade alinhada com alguma sorte. Tanto que as causas de sucesso e derrotas ao longo da história, são segundo ele, resultados da correspondência entre a fortuna e a virtude, ou resultados oriundos de apenas um deles -  sucesso para o primeiro e instabilidade para o segundo. Com isso ele também pretendia questionar o poder soberano ditado pela igreja e pela religião. A fortuna seira uma especie de sorte, acaso, situação apropriada, que percebida por alguém dotado de força, astucia, sagacidades, esperteza, entre outras virtudes convenientes à política, poderia vi...

Confusão ou Interesses Frustrados

Façamos de conta que a crise econômica é só econômica* Nada difere as características das políticas econômicas sugeridas pelo Ministro da Fazenda Levy das políticas econômicas da ditadura de 64; exceto o interesse frustrado daqueles que, em 1964, estiveram do lado que se beneficiou com as medidas ortodoxas de redução de custos, corte de gastos, aumento da arrecadação, taxas, juros e tentativa de controle inflacionário. Mas,hoje, encontram-se do lado que sofre com as mesmas medidas. Ou seja, é bem mais fácil aceitar e entender medidas corretivas da economia quando se está do lado beneficiado, mas dificilmente se aceita quanto se está na outra situação. Outra questão sem sentido em pedir intervenção militar quando as mesmas medidas corretivas que ela usaria, o governo atual já tem usado. A unica diferença é que na democracia a coerção pega mal. *situação que discordo segundo o texto Brasil, Crise Econômica?

Brasil, Crise Econômica?

Constantemente atribuí-se às oscilações da economia interna e externa a culpa da situação que se esteja apresentada. Os preços são o que são devido ao dólar, aos juros externos, a redução da exportação, à inflação, a redução de investimento privado, à taxa de câmbio, etc. Mas o que estaria realmente por trás da instabilidade econômica que se instalou no Brasil, e se apresenta com mais evidência em 2015? A estrutura econômica do país vem se construindo ao longo da história, oscilando entre períodos de crescimento e outros de instabilidade e crise. Geralmente resultantes em instabilidade, as políticas de crescimento econômico focadas em investimento resultavam em uma alta atividade econômica e um descontrole do crescimento inflacionário – que enquanto absorvido pela atividade era tolerável. Caracteristicamente cíclica, ou seja, a economia não ficaria infinitamente em alta atividade, a redução desta atividade e a redução da inflação, ocorrendo em tempo e velocidade diferentes, resu...

O SISTEMA CAPITALISTA NOS GARANTE MUITAS COISAS!

Mas seriam essas coisas o que realmente precisamos?   - Ou fomos disciplinados a acreditar e sentir que precisamos delas? Estariam, realmente, estas coisas disponíveis para serem obtidas? - Ou esta disponibilidade estaria maquiada pela meritocracia ludibriadora que superestima conquistas dos desiguais enquanto subvaloriza a importância dessa desigualdade? Seria o capitalismo o melhor dos sistemas?   - Ou seria um pouco pior, visto que a opressão é oculta, imposta e absorvida pelos próprios elementos sociais no frenesi da busca da satisfação das necessidades básicas, que estão sendo gradativamente futilizadas, tornando-se necessidades supérfluas, todavia, supervalorizadas? Estaria eu, ao questionar o capitalismo, propondo uma especie de socialismo?  - Ou esta seria a única argumentação dos pró-capital, incapazes de pensar além dos sistemas até então existentes, e segundo aqueles que qualquer um que ponha à prova o sistema instalado é indigno ...

Entendimento

Todos os sabores, não são mais do que atores de alguma excitação. Nenhuma visão, é mais do que um reflexo de uma movimentação. E a nossa audição, só é a reverberação dos autores em questão. somos sensações, mas construídas nos salões da nossa interpretação.

Carta Acerca da Tolerância - John Locke

Neste texto, Locke trata da separação fundamental entre as obrigações e limites essenciais ao poder civil e à religião. Segundo ele, o poder civil não deve intervir de modo algum, direta ou indiretamente, nos interesses e finalidades tocantes às religiões. Não deve coagir quem quer que seja ao culto de um deus específico, segundo sua vontade. Não deve tentar inserir qualquer alteração nos processos de culto, em sua forma e conteúdo. Locke também afirma que não há porque temer reuniões religiosas, desde que unicamente voltadas ao alimento da alma, nem coagi-las, ou impedi-las de expressar-se onde desejarem, pois seria essa mesma tentativa que tornaria qualquer reunião de pessoas em algo perigoso. Locke trata das obrigações do soberano, sendo estas delimitadas pelas questões mundanas, e tudo que seja extraterreno, ou melhor dizendo, transcendental é da obrigação das religiões. Outro ponto importante é que Locke não estipula uma religião sobre as outras; o caminho para os reinos d...

Verdades

Não existe nenhuma verdade sobre os fatos além daquela em que cada um acredita, pois construímos nossas concepções através daquilo que interpretamos das excitações externas, mas não sobre a própria essência das coisas ao nosso redor. Por isso os "segredos" do universo permanecerão secretos; ainda que diante de nós continuamente se mostrando, apenas registramos a nossa própria interpretação deles. Lembranças do passado não são o passado em sí, mas o passado como cada um o vê.  Memórias nada mais são do que idealismos construídos por cada um sobre cada coisa pensada. Nenhum parente, vivo ou morto, é como o vemos. E ai? e o processo de viver consiste em que então?   Quem disse que precisa consistir em algo? O modo de se viver cabe a cada um escolher. Viver segundo as próprias impressões ou viver na busca pela interpretação correta. Talvez a descoberta, se possível, valha a pena, talvez não!!

Thomas Hobbes - Parte II - Do Estado

       Thomas Hobbes - Parte II - Do Estado Após discorrer sobre a predisposição do homem para a guerra de todos contra todos, simultaneamente à predisposição a lutar pela própria sobrevivência resultando nos pactos, também, segundo as leis naturais, Hobbes trata agora dos motivos da existência do Estado. Sua estrutura, seus poderes e daqueles que o representam, seus limites perante Deus e as leis naturais. Trata também daquilo que pode prejudicar a saúde e permanência do estado de ordem garantido pelo soberano. Através de uma comparação do Estado com o corpo humano, ele apresenta os componentes daquilo que mantém seu funcionamento, a saber, corpos políticos, os fluxos monetários, instituições privadas, associados com os órgãos do corpo. Assim como compara as desordens, as irregularidades, ilegalidades, rebeliões, entre outros fatores prejudiciais ao poder soberano, com doenças do corpo que o debilitam, podendo levá-los a morte. Ainda que o homem tenha...

O Homem Animal

Como suprir o vazio existencial? Como preencher a falta de utilidade do homem frente a natureza? A falta de resposta culmina nas piores ações. Eis porque o homem subjuga os animais à sua vontade, à sua sordideza. Na futileza existencial o homem, com inveja dos animais, cuja existência está completamente definida e harmoniosa com a natureza, ele os castiga. Os oprime e sujeita aos mais abomináveis usos. E o mais trágico e triste é que o próprio homem acha a sua existência uma comédia digna de ser ridicularizada. Provas podem ser coletadas nos circos ao redor do mundo, onde o homem força aos animais a fazerem coisas que apenas o homem faria. Sejam focas, elefantes, macacos, sejam quais forem, o homem sabe que a maior punição que pode infligir-lhes é faze-los parecer com ele próprio.

Religião

A religião não é a questão, mas sim seu deturpador uso pelo homem. Na religião acalentam-se os corações daqueles que desejam respostas convenientes. É tão verdadeiro isso que são numerosos os deuses e religiões existentes. Religiões variadas para conveniências variadas. Não entendamos conveniências como algo necessariamente nocivo, mas independentemente disto, a utilização da religião resultante desta necessidade pode vir a ser perigosa. Religiões financiaram e legitimaram inúmeras ações contra povos tidos como pagãos. Religiões recentemente intervém na política, cada uma impondo suas características e dogmas sobre questões sociais, etc. Ou seja, uma doutrina cujo criador não pode ser contestado, dado sua origem divina, legitimaria de forma inquestionável qualquer atitude daquele que a segue. E para cada necessidade de um povo ou governante, que fosse tida como interesse de deus, seria até mesmo pecado não realiza-la. Para aquele que quisesse subjugar um povo, nada mais út...