Religião
A religião não é a questão, mas sim seu deturpador uso pelo homem.
Na religião acalentam-se os corações daqueles que desejam respostas convenientes. É tão verdadeiro isso que são numerosos os deuses e religiões existentes. Religiões variadas para conveniências variadas.
Não entendamos conveniências como algo necessariamente nocivo, mas independentemente disto, a utilização da religião resultante desta necessidade pode vir a ser perigosa. Religiões financiaram e legitimaram inúmeras ações contra povos tidos como pagãos. Religiões recentemente intervém na política, cada uma impondo suas características e dogmas sobre questões sociais, etc.
Ou seja, uma doutrina cujo criador não pode ser contestado, dado sua origem divina, legitimaria de forma inquestionável qualquer atitude daquele que a segue. E para cada necessidade de um povo ou governante, que fosse tida como interesse de deus, seria até mesmo pecado não realiza-la. Para aquele que quisesse subjugar um povo, nada mais útil do que apoiar-se nos desígnios divinos.
Então, deve-se ter o cuidado quando a religião deixa de ser alimento ao espirito, individual, e passa a intervir no meio social.
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