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Mostrando postagens de janeiro, 2017

Mais do Mesmo

A superficialidade com a qual os vários temas possíveis são tratados é gritante. Quase ninguém vê que opiniões sobre a ponta do iceberg ou as ramificações do topo da árvore estão longes da base ou das raízes dos problemas.  Para as questões de violência: glorificação do armamento do cidadão de bem, redução da maioridade penal, pena de morte, caça as bruxas dos direitos humanos e o linchamento são exemplos da bizarrice pseudo-argumentativa reinante. A maioria não sabe as origens dos problemas mas pensam saber resolve-los com medidas enérgicas de saneamento social. Convenientemente, saneamento do social ao qual não pertencem.  Eis o coice da mula, ou do revolver. Eis o tiro no próprio pé que se dão os cientistas de sofá e novela; ou muito pior, gente que deveria ser bem entendida reproduzindo subjetivismos como se fossem estudos comprovados.  É compreensível, pra não dizer aceitável, que aqueles que se beneficiam desse comportamento o fomentem ainda mais, mas é...

Da Evolução Moral

Da observação histórica do desenvolvimento humano, suas relações e conflitos, tendemos a crer que realmente estamos em um processo de evolução no que diz respeito às noções entre certo e errado universais, e desta forma estaríamos no rumo da evolução moral indispensável ao homem. Assim eu também gostaria de pensar, mas tal gradualismo me parece tão conveniente quanto muitas outras proposições naturalizantes neste processo de evolução da humanidade. Um exemplo de concepção moralizantes da contemporaneidade está focada no combate a alimentação e consumo de origem animal; Arthur Schopenhaeur, no Sec. XVII já expressara uma visão semelhante, "A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem". Outro exemplo, a igualdade de gêneros já existiu na pré-história, sendo desvirtuada ao longo do tempo pela dominação masculina. Ou seja, não há combates novos, mas apenas velhas questões. Essa crença de q...

Expectativa x Realidade

Escolhendo apenas uma entre as várias outras variáveis cujo conflito em análise se apresenta: tratemos das penitenciárias. Suprimindo a essência do real motivo existencial das penitenciárias, tratarei, até certo ponto, exclusivamente do sentido teleológico em confronto com o seu uso, realizado pelo governo e sociedade. De modo sucinto, as penitenciárias tem por objetivos: punição, reintegração, mas principalmente remição do individuo frente a sociedade, principalmente porque a influência da mesma sobre o homem, ex ante e ex post ao crime é determinante. No entanto, as penitenciárias servem à sociedade como mecanismos de realização da vingança transvestida de justiça. Nelas os transgressores apenas degeneram ainda mais seus corpos e espíritos. As penitenciárias são apenas uma dentre tantas outras variáveis que compõem nossa estrutura social e que são utilizadas para fins diferentes daqueles teleologicamente estipulados. Enfim, confunde-se o entendimento das raízes d...