I.A. Possibilidades e Previsões
O porquê da inteligência artificial jamais igualar-se ao ser humano é a mesma resposta do porquê a conduta e comportamento deste é estimável, porém imprevisível.
Na pequenez da mesquinharia humana e na grandiosidade da sua eventual entrega ao bem alheio reside uma equação matemática, estatística melhor dizendo, que rege todo o comportamento humano através das escolhas. Cada escolha, em nível de consciência e inconsciência, da mais medíocre à mais importante, é mero resultado de um processo estatístico complexo e inexpressável em condições inteligíveis.
Uma equação que contêm todas as inumeráveis variáveis humanas e suas variações em grau e intensidade do menos infinito ao mais infinito. Essa seria a fórmula regente da vida humana que somente o cérebro é capaz de executar, porém não pode expressa-la. Não podendo expressa-la não se consegue compreender a estrutura. A aposta em combinação de algorítimos não alcançaria a abstração dos sentimentos humanos, pois aquela reside na lógica, enquanto esta reside nas sensações.
A construção de uma inteligência artificial que se assemelhe ao homem no que tange a condutas lógicas é possível, mas o homem não vive somente segundo a lógica. Porém os limites físicos são imanentes às impossibilidades. Escassez de materiais próprios à construção de sistemas de transmissão de informação em velocidade próxima das sinapses; incapacidade de armazenamento das ilimitadas informações para o banco de dados que seria a fonte das infinitas combinações componentes das escolhas; impossibilidade de construir um sistema de energia constante que capacite todos os processos pseudo-sinápticos e de armazenagem, etc.
Essa mesma dificuldade de compreensão matemática é o que torna o homem imprevisível. A estimativa, que é o máximo que pode-se fazer, se baseia sobre uma equação com variáveis menos complexas. Ou seja, pessoas menos instruídas são mais fáceis de se estimar o comportamento do que pessoas mais instruídas.
Através do viés de ficção podemos perceber a complexidade do raciocínio humano, sua impossível reprodução e também sua imprevisibilidade.
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