Texto - A Proclamação da República pag.449-492 – Da Monarquia à República, 8ed; Emilia Viotti da Costa
A Proclamação da República
Marx e Engels já apontaram que a sociedade se estrutura(social, cultural e politicamente) segundo características e necessidades da forma de produção e distribuição; ou seja, o fator econômico – a vontade dos mais ricos – determina a estrutura política, social e cultural.
“As idéias dominantes de uma época, são as idéias da classe dominante” - Marx
“As idéias dominantes de uma época, são as idéias da classe dominante” - Marx
De modo geral o que a autora tenta mostrar é o fio condutor na transição entre as formas de governo (Monarquia / República).
Ela nega atribuição integral a qualquer uma das partes (Questão Religiosa, Questão Militar, Partido Republicano) na conquista da República e demonstra a mesma como resultado final da estruturalização social em torno da forma de produção e distribuição, então em voga. Ainda que a República inicialmente não tenha correspondido significativamente a esta estrutura, ela deu fôlego e condições de recrudescimento da mesma (sim, ela foi inicialmente um resultado das características sócio-econômicas, e posteriormente um mecanismo da sua sedimentação e reprodução desenfreada).
Ela salienta que todo o processo é um resultado muito mais amplo do que as ações exclusivamente das figuras icônicas da nossa história. Ela segue um modelo de estudo tipicamente marxista na análise materialista da história, considerando assim os fatos mais insignificantes como sendo importantes para todo o processo. Ou seja, se a estrutura social em questão fosse outra, se as características então existentes não existissem, não temos como afirmar que os personagens “relevantes”da nossa história, teriam então agido como agiram. Resumindo, os personagens principais só existiram porque os secundários lhes deram condição existencial.
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