A Crítica Sobre o Comunismo é a Crítica Sobre o Sujeito da Mesma.
Onde, de fato, existiu o comunismo em sua plena manifestação? Em que parte do mundo o homem alcançou a plenitude da preocupação com o comunitário em detrimento do individual? Onde que o homem alcançou o ápice do autogoverno e da responsabilidade social? Onde, no planeta, a economia e a produção estão para a humanidade, e não a humanidade para aquelas? Onde que o homem alcançou tal estágio de evolução moral, que dispense os grilhões do Estado, da Religião, das Tradições e das Leis Positivas? Em que parte do planeta a educação se volta para o questionamento da ideia perniciosa de necessidade, perpetrada pelo poder hegemônico do consumismo?
Não é no mundo "idílico" do comunismo - possivelmente alcançável por uma educação e construção de hábitos coletivistas - que reside o problema, mas no mundo "real", capitalizado por necessidades desnecessárias, em que cada esfera da vida humana é degenerada por valores egocêntricos, individualistas e perniciosos.
Há uma diferença entre o ser e o devir; isso impede que o que virá a ser seja criticável enquanto é nas suas causas originárias - no ser - que repousam os problemas.
Comunista não é o cara que come criancinha, nem o que faz apologia à pobreza, mas é aquele estado ideal que todos desejam alcançar - porém sob outros nomes -, em que justiça e felicidade, juntas, permeiam o coletivo, e consequentemente, o âmbito de cada ser.
O que foi feito em nome de, ou em busca de, e que deslegitima sua essência, foi perpetrado, na realidade, sob outro tipo de espírito. E saber que o comunismo representa o ápice do processo evolutivo, material e espiritual, já coloca por terra qualquer crítica, afinal, de fato, em nenhum lugar o comunismo deu certo, porque em nenhum lugar o homem evoluiu o suficiente; e o comportamento degenerado da humanidade é herança da sua realidade material, da sua forma produtiva e distributiva.
O fato é que a empatia coletiva, a responsabilidade social, a abstenção do hedonismo em benefício do todo, não deve ser uma imposição política, ideológica, mas sim um resultado do aprendizado, do conhecimento holístico - distante do tecnicismo e especializações. A força dos arquétipos, da cultura, dos hábitos não pode ser destruída pela imposição política, mas apenas pela desconstrução epistemologicamente realizada e sofrida.
O Comunismo deve ser a consequência de uma forma ideal de agir; da mesma forma que o capitalismo representa a essência atual do homem. Portanto, as críticas sobre o que não é ainda, são dadas sobre o que de fato é no momento.
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