A Ditadura da Felicidade
A vida do homem é permeada pela doutrina da pseudo-felicidade. E ai daquele que não reconheça as benesses da vida: o emprego, a saúde, a família, os amigos, o teto, a comida, etc.
Fadado ao apedrejamento social, taxado de ingrato, clinicado como depressivo; é a isso que se resigna o indivíduo que atenta contra a felicidade.
Ironia é que nós a buscamos, continuamente, porque continuamente não a temos. A vida é esse ciclo de desgosto por pequenos respiros de felicidade. Isso não torna a vida feliz.
O emprego é uma bosta, a saúde uma bosta, a família formada por gente que não se suporta, os amigos raros, o teto caindo aos pedaços, a comida é junk-food, delicia assassina, ou saudável e insossa.
A vida é uma versão beta de um experimento fadado ao fracasso. Eventualmente a loucura nos torna felizes.
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