Doenças Para Tratamentos
O homem cria tratamentos para doenças que ele mesmo cultiva, às quais ele mesmo se sujeita.
Os tratamentos vendidos pela industria dos fármacos, além de pseudo-tratamentos, são, principalmente, medidas paliativas contra doenças nascidas da própria organização social, sua forma de produção e reprodução.
Estresse, obesidade, depressão, ansiedade, canceres, e tantas outras doenças mais, são sequelas tanto físicas quanto psicológicas da forma pela qual o homem desenvolveu sua sociabilidade. Seja na eterna competição capitalista na busca por status e dinheiro, pelos padrões de beleza, intelecto e cultura construídos socialmente pela classe dominante, ou apenas na busca pela sobrevivência diária; o resultado é a opressão ao corpo e à mente. Tal opressão reflete-se nas várias doenças já conhecidas.
Não entrarei no mérito das doenças deliberadamente criadas pelo homem, principalmente porque elas são o reflexo explícito da completa imbecilidade humana, trato aqui apenas das doenças implícitas.
A melhor forma de trata-las é não as cultivar, na medida do possível. O uso de tais tratamentos deve ser minimizado ao máximo, tanto para que façam maior efeito quanto para que viciem menos o corpo e a mente.
Certamente não é isso que a industria farmacêutica gostaria. Afinal, é muito comum que medicamentos para tratamento de uma doença específica resultem em outras sequelas que demandem outra medicação, mantendo assim o cliente fiel.
Eis a maravilhosa evolução da medicina, promovida pelo capitalismo. Tentando tratar doenças nascidas dele mesmo.
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