- Introdução - Quando se pensa em filosofia logo vem à mente: democracia, razão, Atenas, Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros nomes típicos, mas diferentemente sua essência não nasce de um ateniense. Tanto sua práxis quanto seu termo [1] tem origem fora de Atenas, todavia é nela que nasce o primeiro filósofo – Sócrates. O texto apresentará, portanto, a trajetória da filosofia, do século VI a.C. ao século IV a.C. trazendo uma explanação do que foram, o que fizeram e o significado desses feitos, na esfera do conhecimento, da política e da sociedade. Serão abordados os pré-socráticos, os sofistas e Sócrates e Platão. Ainda que não se possa datar o início do uso da razão propriamente, sem incorrer em abordagens metafísicas, posto que não seja possível saber quando o homem passou a utilizá-la (perspectiva historicista), ou se sempre o fizera (perspectiva essencialista), enquanto sistemas de raciocínios ela é “o determinante de modos de conhecimento inscritos em práticas so...
Introdução A Obra “18 Brumário [1] de Luís Bonaparte”, de Marx, abarca o período que vai de 1848 a 1851, qual apresenta a ascensão da burguesia com a queda do rei Luís Felipe, a mudança de postura da mesma com aquela classe cujo auxílio se fizera indispensável no processo revolucionário, e finda com a assunção, como imperador, de Luís Bonaparte. Durante esse processo, estratagemas políticos e belicosos permearam os acontecimentos, quais, mais de uma vez se repetiram, e conforme comenta Marx: “em alguma passagem de suas obras, Hegel comenta que todos os grandes fatos e todos os grandes personagens da história mundial são encenados, por assim dizer, duas vezes. Ele se esqueceu de acrescentar: a primeira como tragédia, a segunda como farsa”. Significa que uma vez na história os acontecimentos são originais, resultados da convergência sócio histórica, dotados de autenticidade; a segunda vez é mera encenação, uma teatralidade que se apropria das vestimentas de revoluções passadas par...
A guerra do Peloponeso colocara Atenas em uma situação de sujeição à Esparta, após sua derrota. A derrocada da democracia ateniense e dos anos dourados de Péricles suscitaram em alguns pensadores os problemas daquela forma de governo e dos valores políticos subjacentes a elas. É com essa perspectiva que Platão escreve sua obra, colocando nos diálogos entre Sócrates, Céfalo, Glauco, Adimanto, Polemarco, e Trasímaco, os questionamentos sobre o conceito de justiça. Na busca dela, ele perpassa pelos valores subjacentes à sociedade ateniense como em tom de crítica, mas principalmente de proposta de mudança. A o discorrer sobre a justiça no indivíduo, Sócrates, a procura no Estado, visto que este é a manifestação daquele; apontando os comportamentos que tornam justos os cidadãos e os políticos, ele evidencia justamente seu oposto: os comportamentos perniciosos, degenerados e injustos do povo e de seus governantes. ...
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