Elitização Acadêmica da Participação Política?
A partir do momento que se entende, e se aceita, a influência determinante dos fatores sociológicos, culturais e econômicos na constituição do substrato social, encontramo-nos em uma situação complexa no tocante a participação politica do mesmo.
As participação e execução competentes do trato político demandam conhecimentos de nível considerável (ou talvez pareça conhecimento demais em virtude da mediocridade educacional brasileira), mas sabemos que a distribuição do conhecimento, e principalmente as condições materiais e psicológicas para apreende-lo, foram, e ainda são, distribuídas de forma desigual.
Então, como podemos exigir a obrigatoriedade de conhecimento para execução dos serviços políticos se esse conhecimento ( assim como as condições materiais e psicológicas para apreende-lo) já é distribuído de forma desigual, dando vantagens para alguns e desvantagens para outros?
Quem prega cegamente a elitização acadêmica da participação política apenas contribui com essa exclusão já existente na sociedade, porém o uso dessas liberdade e direito para favorecer a estrutura política e sua eternização no poder - como já é feito - dá margem para reais questionamentos.
Esperar que a educação, que do primário ao superior incute a simples domesticação para o trabalho, promova condições suficientes para real mudança é ligeira ingenuidade.
Percebemos que não se trata de tema de simples resolução.
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