Sistema Político - De quem é a culpa?

Todo sistema, da computação ao nervoso, funciona a base de cinco premissas fundamentais.
- Input
- Output
- Gatekeeper
- Blackbox
- Feedback
Sem algum deles não se trata de sistema. E o político não seria diferente.

Na política, o "input" seriam as demandas explicitas e as implícitas. O "gatekeeper" seriam as responsáveis por esse filtro, ou seja, corpos institucionais, cultura, e religião. O "blackbox" seriam os poderes executivo, legislativo e judiciário; o "output" seriam os resultados efetivos e inefetivos que causam novas demandas (explicitas e implícitas), sendo essas os "feedback". 

Dessa forma, percebe-se a grande interdependência entre o gatekeeper e blackbox para uma boa emissão do output e um feedbeck de qualidade.

No caso brasileiro, nosso gatekeeper é extremamente deficiente, tanto nas instituições políticas - partidos, sindicatos, coligações, ( interesses), quanto na cultura: tem-se uma cultura extremamente pobre sobre o entendimento das obrigações daqueles que participam da política e sua real condição de atuar. 

Desconhecem-se as esferas de competência jurídica e consequentemente a real capacidade de cada participante da política. Consequentemente o "diálogo" entre as demandas e o Estado fica comprometido, o que ocasiona políticas ruins, incompletas e que produzem uma nova onda de necessidades que novamente serão mal interpretadas pelo gatekeeper. 

Onde quero chegar? Se faz necessário que a população saiba, conheça e entenda quais os limites jurídicos das esferas políticas, para que na análise de projetos, propostas e debates, percebam a real capacidade de cada candidato, assim como o real interesse por trás do discuso. Também para reconhecer quais propostas feitas pela mídia carregam um discurso deformado ou de interesse.

A suposta ineficiência do aparato Estatal é alimentada pela incapacidade do público em reconhecer sua real demanda - incapacidade de reconhecer sua deficiência. A própria corrupção se alimenta desse desconhecimento; elege-se a base de atrativos de votos, por bancadas, através de figuras públicas carismáticas que prometem o que não podem - legalmente - fazer, etc.

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