Perspectiva Mercadológica do Processo Eleitoral
Existe uma retórica de que se deve votar no candidato que
satisfaz mais o perfil do eleitor – individualmente considerado; haja vista as
pesquisas de perfil, composta por um conjunto de perguntas, quais, na estrutura
das palavras e das orações – por uma perspectiva da semiótica[1] – contém um
conjunto de valores e formas de pensar. Contido nessa mensagem está tanto um
incentivo à competição quanto a produção daquela sensação de
"participação", qual garante que o voto seja depositado em figuras notórias
da política (afinal, para alguns, votar naquele que, pelas pesquisas de
tendência, não vai ganhar, aparenta um desperdício do voto).
Pela ótica da competição, percebe-se que o processo eleitoral se tornou uma disputa mercadológica, em que a demanda e oferta controlam o resultado final. Se o discurso perpetrado conjuga a questão supracitada[2] com a mecânica economicista, como é possível criticar quem vende o voto? Há todo um moralismo sobre essa conduta perniciosa, pautada nos interesses particulares, mas ao mesmo tempo a disputa eleitoral representa um grande mercado, quando se utiliza da retorica do candidato (ou partido) que lhe é mais afeito.
Salientando que a venda do voto não é uma conduta ética, mas os valores sociais introjetados pelo capitalismo, onde o interesse particular é sempre superposto ao coletivo,corroboram essa prática, de forma que nada mais racional, lógico e esperado que tal conduta se realize.
Essa questão do voto particular, representando o ápice do individualismo corrosivo (posto que essa escolha tenha impacto de forma direta e expressiva sobre o conjunto), precisa ser repensada pelos eleitores. Votar naquele que coloca propostas claramente seletivas, largamente setorizadas, que beneficiem uma casta social que represente uma porcentagem reduzida da sociedade é deixar de votar em favor próprio e da maioria (quantitativamente falando).
O voto é um direito particular, intransferível, mas de longe representa (ou sequer deveria representar) o interesse exclusivo do indivíduo, mas sim o de uma coletividade, qual a maioria ignora. Por isso discute-se e criticam-se os políticos que possuem na fisiologia partidária da qual fazem parte, um ideário excludente, seletivo e majoritariamente pernicioso.
NOTAS__________________
[1] Ciência dos modos de produção, de funcionamento e de recepção dos diferentes sistemas de sinais de comunicação entre indivíduos ou coletividades. Toda mensagem é uma composição entre: o objeto propriamente, a ideia, ou signo, que se faz do objeto e o receptor. No presente caso, a forma como se faz uma pergunta pressupõe um conjunto de signos, valores e ideais inatos da mensagem e com uma finalidade: reter e conduzir.
[2] A do voto, individualista, por afinidade ideológica ou passional.
Pela ótica da competição, percebe-se que o processo eleitoral se tornou uma disputa mercadológica, em que a demanda e oferta controlam o resultado final. Se o discurso perpetrado conjuga a questão supracitada[2] com a mecânica economicista, como é possível criticar quem vende o voto? Há todo um moralismo sobre essa conduta perniciosa, pautada nos interesses particulares, mas ao mesmo tempo a disputa eleitoral representa um grande mercado, quando se utiliza da retorica do candidato (ou partido) que lhe é mais afeito.
Salientando que a venda do voto não é uma conduta ética, mas os valores sociais introjetados pelo capitalismo, onde o interesse particular é sempre superposto ao coletivo,corroboram essa prática, de forma que nada mais racional, lógico e esperado que tal conduta se realize.
Essa questão do voto particular, representando o ápice do individualismo corrosivo (posto que essa escolha tenha impacto de forma direta e expressiva sobre o conjunto), precisa ser repensada pelos eleitores. Votar naquele que coloca propostas claramente seletivas, largamente setorizadas, que beneficiem uma casta social que represente uma porcentagem reduzida da sociedade é deixar de votar em favor próprio e da maioria (quantitativamente falando).
O voto é um direito particular, intransferível, mas de longe representa (ou sequer deveria representar) o interesse exclusivo do indivíduo, mas sim o de uma coletividade, qual a maioria ignora. Por isso discute-se e criticam-se os políticos que possuem na fisiologia partidária da qual fazem parte, um ideário excludente, seletivo e majoritariamente pernicioso.
NOTAS__________________
[1] Ciência dos modos de produção, de funcionamento e de recepção dos diferentes sistemas de sinais de comunicação entre indivíduos ou coletividades. Toda mensagem é uma composição entre: o objeto propriamente, a ideia, ou signo, que se faz do objeto e o receptor. No presente caso, a forma como se faz uma pergunta pressupõe um conjunto de signos, valores e ideais inatos da mensagem e com uma finalidade: reter e conduzir.
[2] A do voto, individualista, por afinidade ideológica ou passional.
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